terça-feira, 25 de setembro de 2012

a lhe esperar

As gotas caem confusas no meio de tanto brilho, um sol reluzindo na neve que derrete com a primavera, de uma flor que nasce na janela, e da sua presença bela.



Tá arriscado florir assim, seja breve, seja doce!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

pela janela no quarto

em cinco ou seis esquadros, tudo não passaria de lembranças, nunca foi e não é, dormiria com o amargo de não mais viver.



esperaria pelas chances e uma constatação inesperada, ser infeliz é uma escolha e não culpa, passou de esquadros á molduras e procuras perfeitas, pois bem, sozinha morrerá.

escolheu rostos imaturos, bonitos e cresceu achando que, nada mais valeria a pena além de suas convicções utópicas de que a vida seria eternamente aquilo que se vê, bobagem.

optou por ser infeliz, pela rapidez e facilidade de sentir dor, preferiu o mal me quer, não viveu e vagará pelos bares, pelas ruas sem violão, sem amor, sem canção.

perdeu-se em devaneios, lembranças, memórias, mal-me-quer, subsidio, substituto, não vive mais, não quer, não se serve e jamais bastaria.

subsidiar sentimentos, não trará memórias iguais, o jogo acabou, seus esquadros chegaram ao fim. Adeus.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

e-terno

numa fração, dois terços, um segundo a menos, findou-se




Lembranças pairam nas galáxias mais distantes, nos caminhos mais tortuosos, e todos seguem, menos você, findou-se, conheceu o céu, não mais voltará, até logo amigo, obrigado.


domingo, 17 de junho de 2012

vinteedois

Gritos, sussuros, e a perturbadora verdade ao redor, incomodando e gritando de forma literária em cada gota de sangue que escorre pelas paredes insólidas da alma.



Se reparte, apresenta e derrete cada gota de gelo, transformando-se em mar vermelho, afoga as convicções e utópias, afinal, essas jamais valeram muito, e no meio da maior turbulência nem o maior conto literário salvaria almas, vidas ou qualquer outra forma existente.

Utópias ausentam-se sem deixar vestígio, silêncio, sussuro, não há mais abrigo, perdeu-se num certo vinte e dois, de um mês que afinal me faria escrever as mesmas palavras utópicas, para que se lesse, sorrisse.



sábado, 18 de fevereiro de 2012

Posto ângular

Sentado na praça, conversando com a vida, milho aos pombos, sorrisos gastos, labios entre-abertos e a certeza de um fim inesperado ..


Finda, como todo outono ou primavera, como cada manhã, ou tarde, ou sentimento tardio que se possa ser nomeado, some, esvai-se, causa cólera, angustias, ardor, sangra, fere, volta e passa.

Ao passar se faz desapercebido, reencontra, limita-se , sentido nenhum faz, prega, emprega e treemprega-se em defesas, palavras apenas. Ataca, chora, ri e vigia, pois não pode tocar, enciuma-se de pensar, ora a culpa é sua.

Troca, quer e volta, elipse mal empregada, matéria gramatical desperdiçada, literatura exilada, história extinta, casa mal pintada .. Pose de poema, versos, rimas, mal dizeres, ora quanta confusão se apresenta, ângulos, tri-ângulos, postos, re-postos, perdidos, mas se há em verdade, ainda são não achados.

Abstrato, ineficiente, inaudivel, não entendido, ora que, posto sem poder essas palavras que lhes são apresentadas, jamais sentidas, por ora geladas.

Não há queixas, fatos ou argumentos, ausentam-se todas as coisas paupaveis, sentiveis, esvaem-se de forma com que, sobre apenas geometria, não plana, não desenhada, muito menos literária.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Regozijem-se na hipocrisia de ser o que são.


Regozijem-se, festejem e celebrem toda essa hipocrisa, toda essa tão dita educação e essa aparência inabalavel de gente feliz, de alicerse sólido e paredes aconchegantes, celebrem, festejem mas não contem com aplausos.

Não esperem sorrisos ou pontes que os levarão ao recomeço, elas já estão escassas, quebradas, desgastadas, empoeiradas ou simplesmente esquecidas pelo caminho, e por que não cansadas? Pois é, como pode, fantoches perfeitos se cansarem do seu teatro ensaiado, do seu castelo de carta marcadas, da sua manipulação por 'acidente'? Como pode não é, você os treinou muito bem, mas esqueceu que dentre seus treinamentos e o intervalo existe um universo paralelo, e sinto lhe dizer, mas ali mora o perigo, ou a salvação, chame como quiser.

Ora, gritos já não resolvem ou trazem de volta, eles causam riso, as acusações são inválidas nesse tribunal meu caro, a defesa inesistente para aqueles que não a merecem, a paisagem é cinza, afinal ela combina demasiadamente com aquilo que vês no espelho e lembre-se que suas palavras podem -e serão- usadas contra você.

sábado, 29 de outubro de 2011

O cego azul claro de seus olhos..

Os tais que me olham e não dizem, que me perseguem em meio a uma multidão de poucas pessoas, em meio a um turbilhão de meias palavras, não ditas, jamais criadas.


Olhos tais que julgam sem saber, ou cobram por achar que devo demais. Ou brigam por ser diferente, por estar distante, ou confrontar seus ideiais naufragados e utópicos de uma vida que se criou a meio século de existência e só me faz sufocar.

Olhos esses que provocam lágrimas aos meus, e um sentimento averssivo, quando junto com eles vem todo o seu imperialismo barato, que ainda recebe auxilio de olhos submissos que não fazem outro a não ser me odiar por quem me tornei. Ora que ironico, odiar a quem me tornei, se foram suas atitudes que me fizeram assim.

Olhos quais me provocam um subito sentimento de defesa, já que não posso atacá-los. Confronta-los agora seria uma loucura fora de questão. Pois se torna menos doloroso sarar ataduras do que reabri-las e instaurar novas.

Olhos esses que me fogem e me vigiam, e me encontram em meio a uma bagunça, disfarçada de felicidade aparente e sorrisos doces, de mãos quentes e abraços gelados. Olhos que me instauram fuga pessoal, pois tais olhos me persseguem de todos os lados, e já não é seguro ser vigiado.

Olhos tais que me procuram e ainda acham, mas não sabem que, em meio a pouco tempo ou por ventura de segundos, desaperecerei como se jamais aqui tivesse vivido, virarei lembrança utópica, vontade, loucura da imaginação de olhos que não sabem ver.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Olha, olha, e não sabe o que vê...

Olha lá, olha vida dobrando a esquina, olhas as coisas indo embora, olha as pessoas partindo por querer, olha, olha a felicidade fugindo, olha, senta na praça e observa a tua vida passar. Mas, mantenha uma distância segura dessas redeas que te levam a descaminhos, mantenha uma visão próxima, quase que ângular, daquilo que você quer, mantenha as coisas a vista.


Mantenha-se no controle. Das emoções, dos sentimentos, e do faz-des-faz da vida. Mantenha cuidado com as suas escolhas e precipitações, pois para chover, basta um copo d'água.

Mantenha-se ocupado consigo mesmo, pare de fingir que se importa com alguém a não ser aquele ou aquilo que reflete no espelho, nessa altura do jogo tanto faz, os dois formam um unico objeto de desprezo.

Mantenha uma proximidade segura, daquilo que lhe faz bem, de quem lhe faz bem, e pare com suas inseguranças infantis, com seus jogos de disse-me-disse, isso cança, mantenha uma proximidade quase inseparável das redeas da tua vida, e não deixe que ninguém as tome de você.

Pare de seguir conselhos, especialmente esses, só questione, questione tudo, desde o finito ao infinito, questione o porquê de existirem essas palavras, questione o caráter, afinal, questione o objeto refletido no espelho, questione se ainda há uma alma ali, questione se fizestes certo ao abandonar algo frágil que parece forte, só q u e s t i o n e.

E por fim, esqueça, esqueça os conselhos, esqueça os ferimentos, pinte uma nova manhã, aludida de solidão, pinte o rosto, pinte uma bandeira, pinte e borde um novo país.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Remoto Controle

Controle social, emocional, manipulação de fantoches, fastasmas e sentimentos.


Somos um controle remoto da sociedade, comandamos o que se quer absorver do sofá da sala, de um ambiente limpo e confortável que não condiz com nossas mentes podres e sórdidas, que brincam de vida a cada nascer do sol e não se dão conta que ao fazerem isso, inibem o entendimento.

Entendimento para perceber que uma vida não é apenas para ser passada ou controlada, ela precisa ser sonhada, e com base nesses principios se descobre o quão pequena, invalida e sóbria é a vida, sem sonhos ou algo que iniba tal controle vindo de controles exteriores.

A vida engana, os controles prendem, e as pessoas obedecem como se já não houvessem escolhas, possibilidades para se fazer diferente, criam principios morais falsos, que não compactuam com seus atos, se passam por amigo para facilitar o serviço de manipulação, de propagar seu controle para o proximo, e não se engane, isso tão é de sua natureza, tanto quanto da minha, quanto de todos os outros hipocritas soltos pelo mundo. Somos uma espécie de controle sujo, que controla de forma ilicita aos outros pois, interpreta de maneira equivocada que os fins justificam os meios, porque entende que, pessoas são pequenas peças de seu adorno, de sua caixinha de brinquedo, acha que pessoas são seus objetos de teatro, de sua peça estrutada para esconder as falhas e a ausência de valor de sua curta e inapropriada vida, de sua brincadeira sórdida e mal intencionada.

Somos controles de pior espécie, que não sabe controlar a figura do espelho, e controla a figura próxima para esconder as falhas e os vícios das pessoas sem escrupulos que somos.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Stop Complaining!

Desista de seus hábitos que incomodam, que falam e reclamam demais!


Reclamas da vida, como se fosse a pior coisa do mundo, a pior maneira de existir, como se levasses a pior vida e suporta-se todas as dores e clamores do mundo, como se já não pude-se suportar, como se sua dor importa-se mais que a daqueles que sofrem, mas você está estupidamente enganado, mas ora, seria isso uma novidade?

Não, não seria novo te ver reclamando de tudo ao redor, não valorizando tudo aquilo que possuis, não querendo enxergar o quão bela e maravilhosa é sua vida, é o mundo ao seu redor, as vidas que te cercam, as coisas com as quais não se importa.

Não seria novo te ver fechar os olhos pra realidade iminente, aflorando e nascendo um pouco mais bela a cada dia, e por puro capricho, você deteriora-las com suas palavras infames, sem fundamentos, agora pare, pense, reflita, vale a pena fazer isso, e não se preocupar em saber o que se passa ao seu redor?

É um questionamente sem resposta, pois afinal de contas, não se pode mudar o seu jeito, se você não quer ver, se decidistes fechar os olhos, e se voltar ao seu umbigo, se está decidido a reclamar tanto, a gritar seus "problemas" ao vento, já é não é uma questão soluvel para aqueles que te cercam, que te compreendem e esperam que enxergues, e com tudo só lhe resta que deixes de lado tudo isso, pare de reclamar e abra um belo sorriso para a vida.

domingo, 3 de julho de 2011

Sobretudo, contudo, por enquanto...

Esperas angustiantes, palavras faltam, tudo falta, nada se tem, e não há mais tempo para se conquistar.

Tudo impera, o medo, a falta de coragem, a ausência de palavras, a vontade de gritar e não ter voz, o direito de jogar tudo fora, e ao mesmo tempo o dever de não perder nada, de não abrir mão por ser perigoso, de simplesmente não deixar pra traz, mesmo que a vontade fale mais alto.

E essa vontade que existe, é gritante, e é silênciosa, é clara e escura, é fiel e machuca, e fere a alma, por ter que abandonar aquilo que se ama, ou se julga amar, por ser abandonado por aquilo que se gosta, por ter que ser forte e superar, por ter que se adaptar, sem voltas, sem rodeios, sem outras opções.

E tal força já não é uma questão, é uma necessidade real, vital diga-se de passagem, já não é uma virtude, é uma cobrança, um utensílio essencial á personalidade, uma mascara, uma armadura, uma proteção, um casulo, chame do que quiser, é uma forma de se esconder, de camuflar a fragilidade, de mata-la.

E tudo isso é uma fuga em disparada, de todos os problemas, de tudo o que se aproxima, é uma forma "confortável" de encarar a realidade sem pedir ajuda, sem querer ajuda, é uma forma de adquirir auto-suficiencia a qualquer custo, é uma medida desesperada que não leva a caminho algum, e mesmo assim, se busca por ela com sede de adquiri-la apenas para se dizer que a possui.

terça-feira, 21 de junho de 2011

A culpa é de quem?

O habitual jogo de culpas, surge mais uma vez, se faz constante e presente, mas afinal é culpa de quem?
Seria culpa da sociedade as pessoas serem iguais ? Ou seria somente culpa delas, tudo o que fazem , toda a hipocrisia por educação, todo o descaso, toda a falta de bom senso, a falta de se doar, de ser, de querer estar? Talvez não, é muito mais culpa daquilo que se acha comodo, que se acha facil, se acha proveitoso ao umbigo. Mas por que falar de egoísmo, se ser egoista já é uma escolha de praxe, uma opção muito proveitosa diga-se de passagem. Tão proveitosa que já é hipocrisia falar de direitor iguais, pois afinal de contas, ninguém quer que esse direito seja exercido pelo proximo. Ninguém faz nada pra mudar algo, desde que não esteja o atigindo, ninguém pede por socorro enquanto não precisa de ajuda, ninguém clama por soluções, pois afinal o problema não pertence a eles, não pertence a mim, quanto mais a você.

Somos todos hipocritas ao apontar todos os problemas, e não toma-los como nossos, deixar com que se resolvam sozinhos, ou pior, que se propague por aí. Somos hipocritas ao proferir palavras em tom de promesssas e não poder cumprir, somos hipocritas ao levantar todos os dias de nossas camas, com um belo sorriso e achar que a pessoa do lado está bem, sem se importar se ela sente frio, dor ou fome, ou será que você se importa?

A resposta é não, ninguém se importa se as coisas vão bem, só perguntam por curiosidade ou educação, não desejam saber se sofres, não cabe a eles acabar com esse sofrimento, não é mesmo? E se eu disser que cabe sim e qualquer um de nós dar fim aos sofrimentos do proximo, que doar um pouco do conforto, carinho e felicidade não faria mal nenhum, pelo contrario, ajudaria a sarar as ataduras desses corações massacrados pelo sofrimento. Mas falar de coração não é algo facil, quanto mais de boa vontade, porque hoje em dia a escassez é de amor, carinho, compreensão e cumplicidade, a escassez é de pessoas que se importam, que façam a diferença, a escassez é de gente de verdade, que se doa, que sofre, ri e chora, de gente que é feliz.

Em abundância hoje, somos só nós, os hipocritas, e não diga que és diferente, sabemos que não é, que és egoista, mesquinho, mediocre, e doador de veneno assim como eu, assim como aquele rosto bonito que está ao seu lado, assim como todas as outras pessoas que cruzaram seu caminho. A ideologia de pessoas boas e compreensivas, já passou pro mundo das ideias faz tempo.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Hey, I lost the control!

Eu, você, nos, eles, perdemos o controle, a esperança, a vontade, o poder de enxergar, a coragem pra lutar, e conquistamos o medo de vencer.


Nos deixamos ser alienados por uma sociedade corrupta, da qual fazemos parte e aplaudimos de pé, com todas as nossas forças e o nosso melhor falso sorriso. Escolhemos não enxergar aquilo que nos corrompe e transforma a todo tempo, aquilo que nos faz de marionetes, que nos despreza a cada dia, e que precisa mais da nossa força do que nós da deles. Escolhemos tapar os olhos para a vida promissora que podemos alcançar, dos direitos que temos, dos sonhos que matamos todos os dias, das vidas que deixamos escapar, e de tudo aquilo de bom que há em nós.

Escolhemos viver sem expectativas, por ser menos doloroso, escolhemos ter uma vida vil, ser inescrupulosos, manipuladores por que não? Pois afinal se sabes enxergar um pouco além daquilo que todos ao seu redor veem, os manipula para que somente vejam as meias verdades que contas, as meias bondades que distribui, a meia pessoa que és, e faz disso tão transparente quanto água, não esconde suas artimanhas, pois afinal de contas, são poucos os que veem, e os que o veem estão de mãos atadas para te deter, mas não se engane, tudo isso é por enquanto -sim por enquanto- pois mascaras não duram para sempre, e o poder que perdemos um dia retorna a nossas mãos, as amarras cedem, os olhos voltam a ver, a farça acaba e o seu mundo perfeitamente manipulado caí.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

As palavras e seu poder.

O Poder e suas palavras.

É engraçado pensar nas palavras e seu poder, no seu efeito, ação, e entendimento das pessoas. É estranho perceber que, o mesmo entendimento que lhe salta aos olhos ao ver uma palavra, não é o mesmo daquele que está ao seu lado, é estranha a relação das pessoas e coisas com as palavras, é estranha a minha ligação com elas.

Palavras expressam mentiras, verdades, sentimentos, brigas, guerra, paz, reconciliação, expressam tudo aquilo que há no mundo, não é mesmo? E se eu disser que não, que as palavras não expressam, que elas não carregam tanto poder assim, estaria eu errada por acreditar nisso? Seria egoismo demais ver as coisas dessa forma? Ou ainda acreditar nisso porque eu acho ser melhor? Sim séria puro egoísmo e talvez hipocrisia pensar e crer nisso, pois por mais que sejamos detentores de nossas verdades, não há possibilidade de coloca-las como absolutas, pois assim como as palavras, elas perdem a força, e quando se fala em perder força, é no sentido de enfraquecer, de perder o valor, a vida quem sabe, porque as palavras também tem vida util.

E será que já se passou pela sua cabeça que, é melhor dizer agora o que pensas e sentes antes que essas palavras percam o valor? Pois palavras não perdem seu valor sozinha, elas perdem seu valor porque pessoas as desvalorizam, e será que tudo aquilo que queres dizer ainda tem valor? E alias qual será o valor de tantos questionamentos? Será que há valor em responder isso? Será que há valor nas palavras?

De será em será, nos perdemos em devaneios, em valores, em angustias, e não sabemos mais pra que usar palavras, atos, nada. Não sabemos o que usar, surgem as duvidas, os "ses" os arrependimentos, e vamos desvalorizando aquilo que poderia nos curar, por não saber lidar com elas, por não saber como achar uma resposta que sane tudo, por não saber que palavra usar, e se seu valor ainda está no mercado.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Não, não está tudo bem!

Alias, nunca esteve, tudo vira de pernas por ar a bagunça impera e não saber pra onde ir e nem o que fazer já é algo comum e até aceitavel.


Querer que tudo se resolva e não fazer nada tem sido um trunfo, por estar cansada de tentar mudar e não conseguir, por tentar falar e ninguém ouvir, por tentar ser e tudo aquilo que te cerca não deixar, e chega o determinado momento em que você cansa, chega ao fim, sofre esgotamento, e vê cada um de seus sonhos e ideais fugindo pela janela, e se sente incapaz e indefeso, e se torna assim, pois procura abrigo e não encontra, pois já não há acalento para suas angustias e nem colo para suas lagrimas, e vê que já não há mais nada, e sobra novamente só você, pra recomeçar.

E você acha que pra recomeçar o primeiro passo é esquecer os problemas, colocar um sorriso no rosto, um iceberg no coração e seguir em frente, só que aí você chega a conclusão de que nada disso adianta, que fugir ou esquecer os problemas já não é o suficiente, você precisa encarar os problemas, resolve-los e a partir daí colocar o sorriso no rosto e fortalecer o coração, porque se não você não aguenta. É necessario crescer e encarar o fato de cada caso é um caso em especial, e de que sim, você está sozinho e sempre vai estar, e que você corre sérios riscos por se deixar cativar, por querer ser amigo, e você sofre as consequências de esquecer de si pra ajudar alguém, que sequer vai lembrar disso depois. E você sofre todas as consequencias possiveis por seus erros e acertos, e perde, e ganha e acerta mais uma vez e isso vai te tornando mais forte, mais confiante, e talvez menos feliz, ou mais feliz depende de como você encara os fatos.

Mas isso não quer dizer que vá ficar tudo bem, talvez nunca fique de fato, mas você vai tentanto melhorar, acertar aqui e ali, e vai encarando o fato de que que se tem a fazer é analisar e decidir qual o melhor caminho a se tomar, do que se deve abrir mão, e o que se deve agarrar, chegou a hora de mudar, a hora é agora, e o que sobra é desejar que tudo fique bem.